“Quero
assistir ao sol nascer/ Ver as águas dos rios correr/ Ouvir os
pássaros cantar/ Eu quero nascer/ Quero viver.” Cartola
(Preciso me encontrar)
Esse
texto inicial funcionará apenas como um informe. Então sem mais delongas, devo
dizer que breve eu apresentarei nessa coluna um amigo que considero muito,
chamado Paulo Guerra de Souza ou Paulo Guerra se preferirem. Ele deve começar
aqui na coluna quando voltar de viagem, ou quando sentir vontade. Isso depende
mais dele do que de mim, mas enfim, sigamos para a poesia.
A Verdadeira
Visão
É
engraçado pensar que quando se é criança
Você vê um mundo cheio de grandezas...
Bom, o mundo de agora também é grande,
Mas não do mesmo modo.
Via a beleza em tudo.
Pensava como as montanhas
Eram coladas no horizonte,
Como um quebra-mar, cujo o mar é o céu.
E as espumas de tão belas ondas,
Eram as nuvens coladas aos montes.
Nada mais é preto no branco.
Na verdade, a vida não é assim
descolorida.
Então digamos que nada é mais
Azul, vermelho e amarelo.
A vida é verde, lilás e bege!
Todas
as cores maginadas e impossíveis.
Mas do que adianta perceber isso tudo,
E não notar que essa montanha colada no
céu
Na segunda estrofe,
Foi criada por alguém com a mente
E o olho direito de adulto,
Mas o coração e o olho esquerdo de uma
criança
É engraçado pensar que eu lido com
muitas “verdades” na minha poesia.

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